Enoturismo no Brasil. Roteiro pelo vale dos Vinhedos, RS. Vinhos Brasileiros, sim! Excelentes Vinhos do Sul do Brasil.

Eu ouvi alguém aí falar em vinhos? Yah! Sim, sou dessas que ama degustar vinho! Não sou nenhuma super entendida nos “paranaouês” do maravilhoso mundo dos vinhos, mas aprendi – com o tempo e muitas degustações – o que eu gosto e o que não gosto. Quero deixar registrado aqui minha admiração pelos profissionais dessa área!

Escolhi para comemorar meu aniversário de casamento (maio de 2019), um Tour romântico pelo Vale dos Vinhedos, uma área espetacular que fica entre Bento Gonçalves e Garibaldi, no Rio Grande do Sul.

Viagem romântica pelo Vale dos Vinhedos no Rio Grande do Sul. Viagem de casal e Enoturismo. Roteiro Romântico regado a muito vinho.

Como moramos praticamento ao lado (no litoral de Santa Catarina), decidimos ir de carro e aproveitar a vista. De Itajaí-SC até Garibaldi-RS, onde nos hospedamos, foram aproximadamente 7 horas, passando pela chamada Rota do Sol. A Rodovia de modo geral é muito boa, e a viagem foi tranquila com muitas paradas para fotos. A D O R O !

Dia 1 – De Itajaí a Garibaldi. Saímos pela manhã em um dia muito agradável, nem muito quente nem muito frio, sol predominando. Paramos no Mirante do Sol, Rota do Sol RS 86, e tomamos um cafezinho por ali. Primeira grande parada foi na vinícola Casa Perini que, infelizmente, não tinha horário de visitação e degustação quando tentei agendar. Só nos restava ir até a loja para conhecer pelo menos a vista da vinícola. Fomos atendidos com muita gentileza com uma pequena degustação, mas com grande variedade de produtos na loja mesmo. Quero muito voltar e fazer o tour de visitação à vinícola. A Casa Perini fica na cidade de Farroupilha-RS. A cidade ficava em nosso caminho. Depois de ver um belo ocaso na vinícola, fomos para a Pousada Castelo Benvenutti , em Garibaldi, nossa parada por 4 noites. A fachada da pousada toda em pedra parece mesmo um Castelo, como o próprio nome indica. Um ambiente elegante e nostálgico. Por indicação do meu pai, jantamos no restaurante do próprio hotel, Restaurante Dona Carolina, pedimos massa e a provamos a deliciosa cerveja Abadessa. (novamente a cerveja foi indicação do meu pai: “prova a cerveja da garrafa bonita”).

Dia 2 – De Garibaldi a Bento Gonçalves e Carlos Barbosa. Eu normalmente gosto de fazer os passeios por conta própria. Acho que ficamos mais livres para definir horários e, se não gostarmos de alguma coisa, é só ir embora. Mas, nesse caso, contratamos o Passeio de Maria Fumaça com a Giordani Turismo e gostamos de não ter que se preocupar em dirigir. Como dá para perceber nos nome, é um região de colonização italiana, então tem comida farta e muito vinho! O passeio começou com o traslado que foi nos buscar na pousada às 9h. No primeiro dia, a gente faz um montão de coisas, né? Não foi diferente aqui. Fomos até Bento Gonçalves para conhecer um pouco mais sobre a colonização italiana num lindo museu chamado Epopeia Italiana. Assistimos a um teatro muito rico de informações e, ao final, degustação de vinhos. A próxima atração já era nossa conhecida, a Vinícola Miolo. Como já havíamos feito um curso ali em outra oportunidade, ficamos passeando pela vinícola esperando os outros coleguinhas. Fizemos várias fotos lindas. Vale a pena caminhar pelo amplo espaço que eles tem lá. A vinícola oferece: tour de visitação, curso de degustação, mini curso de degustação, Wine Garden que é uma degustação em um maravilhoso jardim e a loja para poder levar nossos vinhos favoritos para casa. O almoço foi em um restaurante típico italiano já incluso no nosso pacote, Giordani Gastronomia Cultural. No período da tarde, fomos até a cidade de Carlos Barbosa para conhecer a loja do Varejo da Tramontina. Vocês conhecem? É fabricante de muitos utensílios domésticos, cutelaria, panelas, ferramentas entre muitos outros produto. Depois de tantas degustações de vinhos e euforia por estar em um dia maravilhoso comemorando meu aniversário de casamento, cometi um erro de principiante. Comprei um faca personalizada sem perguntar o preço! Eu sei.. já me puni por isso. A faca é maravilhosa, claro, mas fiquei tão triste quando cheguei no caixa: valor desproporcional a outras, mas corta muito bem. Em frente, fica a Casas de queijos Fetina de Formaio e Queijaria Valbrenta. É só atravessar a rua e experimentar muitos tipos de queijo. Enfim, chegou a hora do passeio principal, o Trem do Vinho. A Maria Fumaça percorre 23 km passando pelas cidade de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa. O passeio se inicia em Carlos Barbosa, tem uma pequena parada em Garibaldi, para degustação de vinhos (é claro), e termina na cidade de Bento Gonçalves. Durante o trajeto, assistimos a apresentações artísticas de música italiana e também gaúcha. É um passeio muito agradável e divertido. Nem sei como conseguimos mas a noite ainda fomos jantar no Restaurante Pizza entre vinhos. Um lugar com uma pizza saborosíssima e um charme todo especial.

Dia 3 – Garibaldi. Garibaldi é conhecida como a capital do espumante no Brasil. 80% da produção nacional de espumantes é da região de Garibaldi e Bento Gonçalves. Então vamos ao espumante! Para começar, em uma linda manhã ensolarada fomos até a grande Maison Moët & Chandon, Chandon Brasil. Logo na entrada, tem um lindo espaço, de frente para os vinhedos, que dá para fazer lindas fotos. Fizemos um tour guiado pela Adega e ficamos conhecendo toda a história da Chandon. Nossa cicerone falou sobre todo o processo de viticultura, elaboração dos espumantes e pudemos visualizar as etapas de engarrafamento e rotulagem. No meio do passeio, uma paradinha para degustação em um tanque de pressão. Após o término do tour, uma degustação técnica de 6 espumantes com direito a explicação de harmonização. Já sou uma #ChandonLovers! Espumante é sempre bem-vindo, não é mesmo? Ainda que seja na parte da manhã! Seguimos nosso caminho até o restaurante Tabacaria Benvenuto, no centro de Garibaldi. (indicação do pessoal da Chandon, um lugar acolhedor e autêntico. Fiquei encantada. Só estávamos eu e meu marido e fomos super bem atendidos. Retornando a Bento Gonçalves, fomos a próxima visitação na Vinícola Salton. A vinícola tem toda uma estrutura nova e grandiosa. Disponibiliza 3 tipos de tour de visitação. Optamos pelo Tour Gerações. O roteiro se iniciou com os vinhedos em frente ao prédio principal. Entramos na galeria dos 10 anos e um grata surpresa. A empresa tem como se fosse a Capela Cistina da Salton. Toda a história da geração da família e da empresa reproduzida em pinturas no teto. É um tour super intenso. Passamos pela vinificação, autoclaves, caves das bordalesas, ala histórica, cave subterrânea, cave da evolução e sala secreta. Na sala secreta, que fica na cave de pedra, degustamos 6 rótulos da linha premium, incluindo um inédito no mercado nacional, tudo harmonizado com uma deliciosa tábua de frios. Pensaram que era só? Não, tem mais! Continuamos o tour até a sessão de engarrafamentos, os laboratórios e por fim a fachada repleta de significados, o relógio solar e a lojinha. Descobri nesse tour que o Conhaque Presidente é da marca Salton (favorito do meu pai)! #chocada Me obrigo a registrar que me surpreendi com a Salton.

Dia 4 – Garibaldi – Começamos o dia mais devagar. Saímos da Pousada em direção ao caminho do Vale dos Vinhedos para aproveitar um pouco da paisagem. Não queríamos fazer degustação na parte da manhã. Apenas dar uma voltinha pelas redondezas. Pensamos em visitar o Spa do Vinho e na hora desistimos. Paramos na simpática Vinícola Lídio Carraro, que fica coladinha com a Vinícola Miolo. Vocês sabiam que os vinhos oficiais para a Copa do Mundo no Brasil em 2014 foram da Lídio Carraro? E também dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 e no Rock in Rio em 2017. Sim, temos excelentes vinhos. Compramos nossos favoritos e seguimos o caminho. A próxima parada foi na Vinícola Boutique Angheben. É uma pequena vinícola familiar. Demoramos um pouco para achar a localização. O atendimento familiar é excepcional. Paramos o carro na Delicatessen Moinho Graciema e descobrimos uma cerveja local (as cervejas não podem ser produzidas no vale dos Vinhedos). Seguindo, fomos para a famosa Casa Valduga que é um complexo à parte. Tem vinícola, pousada, restaurante, eventos, cervejaria (fica próximo ao prédio principal), cursos, degustação, cosméticos, enoboutique, tudo no mesmo local. Uma estrutura grandiosa. Optamos por almoçar no Restaurante Maria Valduga, dentro do complexo. Estacionamos o carro e ficamos saracoteando por ali. O restaurante tem uma decoração lindíssima e serve no estilo rodízio livre. Lembrando que tudo aqui é de origem italiana. Sabe tipo… muita comida? Então, é muita comida!Ninguém passa fome por aqui. Nessa ocasião, optamos por fazer um curso de queijos e vinhos. Como o curso só iniciava as 15h10min fomos a pé até a loja de couro Valleh para verificar as novidades por lá. Fica bem pertinho, super tranquilo ir caminhando. Retornando à vinícola, para não perder o início do curso, fomos recebidos pela enóloga que nos acompanhou por uma visitação ao complexo Casa Valduga. No curso tivemos explanações sobre a história e os tipos de queijos e como conseguir fazer uma boa harmonização com os vinhos e espumantes. Foram 6 rótulos da casa. Recebemos um certificado e uma apostila eletrônica (via e-mail) com as informações que foram passadas no curso. Isso foi essencial, pois confesso que, depois de tanta degustação, algumas informações fugiram da minha memoria hahaha Comemos tanto nesses últimos dois dias que não nos demos direito de sair para jantar de tão satisfeitos.

Dia 5 – Garibaldi a Itajaí. No dia do retorno, nada de degustação! Pegamos a estrada de aproximadamente 12 km pela rota turística rural chamada de Caminhos de Pedra. A rota é original da época da imigração italiana do final do século 19. Pelo caminho, você pode admirar os prédios históricos, os acolhedores restaurantes e as variadas atrações para todas as idades. Paramos somente na Casa da Ovelha para comprar queijos e palmilha de lã de ovelha. Se você passar por lá ,tenho certeza que ficará tão encantado quanto eu!

Até breve. Gi

top spot

O queijo de ovelha da Casa da ovelha é sensacional. Harmoniza muito bem com os vinhos. A Casa Perini certamente é um lugar que quero voltar para visitação.

Minhas escolhas de Vinhos:

  • Casa Perini – vinho Branco Arbo Riesling
  • Casa Valduga – vinho Branco Terroir Sauvignon Blanc
  • Salton – vinho Tinto Desejo Merlot
  • Chandon – Chandon Passion

feelings

Estivemos no Rio Grande do Sul em Maio de 2019. Temperatura de outono que variou de 13 a 22 graus. Eu achei um passeio super romântico. O passeio de Maria Fumaça foi gracioso. As paisagens não são tão espetaculares como na Europa, mas vale a pena conhecer. Nunca comi tanto na vida como nessa viagem. Ainda bem que foram poucos dias. A visitação e a degustação na Chandon do Brasil são gratuito, basta agendar.

info

Todas as visitações, cursos e degustação são necessários prévio agendamento.

3 comentários em “Enoturismo no Brasil. Roteiro pelo vale dos Vinhedos, RS. Vinhos Brasileiros, sim! Excelentes Vinhos do Sul do Brasil.

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