Viagem à Suíça: Genebra. Roteiro de 3 dias na pitoresca Carouge, vizinha de Genebra.

Bonjour! Esse destino era o top da minha wanderlust! A Suíça era um sonho daqueles que nunca pensei que iria realizar. Nem sei o porquê de parecer tão distante. Talvez porque a Suíça é um destino caro. Vai saber o que se passava na minha cabeça há alguns anos atrás!!!

Minha lua de mel não poderia ser melhor. Sim, após o casamento surpresa em Roma, pegamos um trem para Genebra na Suíça. Aproximadamente 7 horas de trem. E como não poderia ser uma viagem maravilhosa? Eu estava indo com meu amor para o destino dos meus sonhos no meio de transporte que mais gosto… (pausa para um suspiro) Foi fascinante! Se eu conseguisse resumir em uma palavra todo o encantamento desse momento da minha vida seria: SUBLIME. Se vocês pudessem me ver escrevendo esse texto, teriam notado o brilho nos meu olhos e o meu sorriso de felicidade ao relembrar esse viagem.

Dia 1 – Chegada em Genebra. Chegamos na estação central de Genebra, que fica literalmente a uns 2 passos da rua principal da cidade. Fomos diretamente ao centro de informações turísticas para comprar o ticket do transporte público. Entrei para pedir as informações necessárias e meu marido ficou na parte de fora com as malas. Com os cartões em mãos, saio e encontro meu marido conversando com uma pessoa desconhecida. Me aproximo e meu marido me informa que o homem estava gentilmente querendo nos ajudar a encontrar nossa hospedagem. Fiquei gelada! Pensei com os meu botões: a troco de que alguém oferece ajuda sem o outro precisar? Eu não estou acostumada com isso. Resumindo o homem se apresentou ao meu marido, disse que era Suíço e mostrou o passaporte para a comprovação e disse que se fosse ao Brasil gostaria de alguém para ajudar do mesmo modo. Aquilo não estava certo para mim e nos livramos dele dentro do transporte público. Até hoje acho que iríamos cair em um golpe, mas meu marido garante, até hoje, que estava tudo sob controle. Nunca vamos saber a verdade. Com minha preocupação de fugir do homem, descemos no ponto incorreto e precisamos andar um pouco mais com as malas grandes pelas ruas. Ruas todas calçadas, limpas, devidamente sinalizadas e uma distância curta de onde ficaríamos. Como todos já devem saber, a Suíça não é um destino barato e foi por esse motivo que escolhi um Airbnb na cidade de Carouge em vez de ficar em Genebra. Mas, se eu soubesse como a cidadezinha vizinha a Genebra era linda, teria poupado tempo procurando. Tem pessoas que se preocupam e não curtem muito esse traslado entre cidades, mas eu não vejo problema. Do centro de Genebra até o centrinho de Carouge eram apenas 10 minutos de tram. Quem for a Genebra, aconselho a se hospedar por aqui. Um local super charmoso, com muitos restaurantes, praças, lojas de design, bistrôs, parques verdes e ruas encantadoramente com ares mediterrâneos. Nos acomodamos, fomos ao mercado mais próximo e jantamos no apartamento mesmo.

D ia 2 – Genebra. Dia de acordar cedo e sair para conhecer Genebra. Pegamos o tram na Place du Marché e fomos em direção a Pont Mont Blanc. Esta ponte marca o final do Lago Léman e o início do Rio Rhônes. No caminho encontramos muitos cisnes a desfilar sua exuberante beleza. Logo encontramos o monumento de Brunswick com seu estilo neogótico. Um mausóleo construído em 1879 e erigido a Carlos II, virado para o Lago Léman. Uma obra de arte um tanto inusitada! Ficamos passeando um pouco pelo Quai du Mont Blanc, recarregamos nossa garrafinha d’água na fonte e decidimos fazer um tour em um Hop-on Hop-off. Fizemos um parada em frente à sede europeia da ONU, Praça das Nações, e onde se encontra uma das atrações de genebra, a Cadeira Quebrada. Ela tem 12 metros de altura, 5,5 toneladas de madeira e tem como objetivo lembrar das vítimas das minas terrestres. Passamos também pela frente da Sede da Cruz Vermelha, pela Ópera, Relojoaria Patek Philippe entre outros. Confesso que não curto muito o passeio dentro de um ônibus. Terminamos o tour e paramos na outra margem do lago. Fizemos uma pequena caminhada até o Parque La Grange. Esse parque foi dado de presente à cidade de Genebra, em 1918, pela família Favre. O lugar é lindo e as pessoas costumam ir até lá para pegar sol e fazer piquenique. Uma linda mansão, fontes, um jardim colorido e um roseiral com mais de 200 variedades de rosas. É só entrar e apreciar a paisagem. Seguimos caminhando pelo Quai e chegamos ao famoso Relógio de Flor. Infelizmente, ele estava sendo “restaurado” ou “replantado”, não sei como usar a palavra, mas ele estava coberto e não estava em funcionamento. Não pude fazer a foto clichê com essa atração. Paradinha estratégica para tomar um café e seguimos para uma atração que me agradou muito. Apesar de ser uma atração um pouco afastada, aproximadamente uns 20 minutos de transporte público, vale muito a pena. Já falei por aqui que eu gosto de fazer coisas não muitos turísticas e nessa atração, apesar de constar como tal, não tinham muitos turistas. Eu reparei muitas pessoas locais lá: o teleférico de Mont Salève. Ele te leva a uma altitude de 1.100 metros bem rapidinho. O bondinho leva só 5 minutos para fazer todo o trajeto e a vista lá é bem legal. O Mont Salève é um parque cheio de atrações para quem gosta de estar ao ar livre e também para os amantes de esportes. Você pode fazer caminhar pelo parque, fazer trilhas a pé ou de bike, escaladas e até salta de parapente. Sem contar a extraordinária vista da cidade de Genebra. Você consegue enxergar lá de cima o Jet d’Eau e, se olhar na direção sudeste, vê os Alpes e o famoso Mont blanc. O fim de tarde não poderia ter terminado melhor!

Dia 3 – Genebra. Último dia em Genebra, queríamos muito fazer um tour pela sede europeia da ONU. Acordamos cedinho e fomos direto para lá. Infelizmente, o calendário deles foi alterado de última hora por causa de um seminário internacional, e somente naquele dia não estavam fazendo a visitação guiada. O que nos restou foi fazer muitas fotos em frente ao lindo prédio principal. Seguimos entristecidos (se é que se pode falar isso estando na Suíça haha) para o Conservatório e Jardim Botânico da Cidade de Genebra. Um lugar para se conhecer com calma. Eu não sou uma pessoa entendida de plantas, mas gosto muito de admirar. São mais de 12.000 espécies em quase 28 hectares. O Herbário é um dos maiores do mundo com 6 milhões de exemplares. Um lugar sensacional que trouxe nossa alegria de volta. Só de passear por lá, já sentimos paz! Decidimos entrar no Centro Comercial Manor e almoçar por lá! Essa galeria, uma loja de departamentos Suíça, foi uma achado. Se tivéssemos conhecimento dela antes teríamos economizado alguns francos suíços. Suba até o último andar da galeria e você irá encontrar uma praça de alimentação. Eu não tinha entendido bem, no início, como funcionava e tampouco haviam indicações ou informações sobre. São várias ilhas e uma diversidade de pratos, tudo fresquinho, os ingredientes vem do próprio mercado que fica no piso inferior da galeria. Cada prato tem um preço diferente, geralmente o preço está ao lado do prato ou na ilha. Fique atento a isso, pois cada coisa que você pegar – isso mesmo, você se serve – tem um preço. Eu, por exemplo, escolhi uma salada (7 francos) e meu marido escolheu uma pasta (8 francos), mais uma carne (11 francos), um total de 26 francos para nos 2. Depois, você passa por um caixa e paga pelos pratos e pega os talheres. Você pode escolher o que comer em ilhas diferentes se quiser. Não me recordo dos valores que pagamos, mas me recordo bem que, para o padrão de comida suíça, os preços eram bem acessíveis. Na parte da tarde, fizemos um cruzeiro básico pelo Lago Léman. O embarque é realizado no cais Mont Blanc. Nosso barco oferecia ambientes fechados e abertos. Um passeio que me surpreendeu, uma outra visão da cidade de Genebra. A vista do Jet d’Eau é espetacular, passamos pertinho dele. Antes de voltar ao apartamento, em Carouge, para arrumar as malas, retornamos a Manor para tomar um café, lá na mesma praça de alimentação que almoçamos. Ah!! Na praça de alimentação tem muitas tomadas, caso precise recarregar o celular ou câmeras.

Até breve. Gi

top spot

Comprem chocolates no mercado. Lembro de ver sacolas com várias barras de chocolates que nem existem aqui no Brasil por um preço super em conta. O único problema de comprar os chocolates é transportá-los para o Brasil. Pesam bastante na mala.

Se você procura por refeições baratas (para a Suíça), fora dos Fast Foods, vá a galeria Manor.

feelings

Visitamos Genebra na segunda quinzena de maio de 2017. A temperatura variou entre 9 e 26 graus. Um pouco mais fresquinho do que Roma. O transporte publico é de altíssima qualidade. Ninguém nos abordou em momento algum e tampouco precisávamos passar o cartão na condução. Da estação central até Carouge, a gente só caminhava quando queria, pois havia muitos trams, e os pontos eram bem próximos. Apesar do idioma oficial ser o francês, todos falavam inglês. Não compre água em Genebra. Em todos os lugares você encontra fontes de água potável e fresquinha para abastecer sua garrafinha. Não vimos o famoso Relógio de Flores e nem pudemos visitar a ONU, mas nosso tempo por Carouge foi inesquecível o bastante para querer voltar.

info

Não existe cobrador e tampouco algum tipo de controle no meio de transporte em Genebra. Os suíços partem do princípio que você é uma pessoa honesta, então seja! Como uma espécie de incentivo, se você se hospedar em Genebra, você não paga o transporte público. Quando você chegar no meio de hospedarem, receberá um cartão para comprovar que você tem direito a utilizar o transporte público.

Um comentário em “Viagem à Suíça: Genebra. Roteiro de 3 dias na pitoresca Carouge, vizinha de Genebra.

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