Viagem à Alemanha: Munique. Roteiro de 6 dias pela cidade da Oktoberfest.

Hallo! Munique é a capital da Baviera mas é super conhecida por sediar a festa maior festa da cerveja da Alemanha, a Oktoberfest. Chegamos em Munique pela estão de ônibus. Foi a primeira vez que utilizamos esse meio de transporte para traslado entre países. Pegamos um FlixBus em Zurique pela manhã. O ônibus era super confortável e com wifi gratuito. A empresa permite levar a bordo gratuitamente uma bagagem de mão e um item no bagageiro de até 20kg. Se você quiser levar um segundo item paga a mais dependendo do peso e volume. O trajeto era direto de Zurique a Munique e foi feito em aproximadamente 3h e 45 min. Só parou na fronteira para conferencia de documentos, mas nem precisamos descer do ônibus. Os preços das passagens são super baratos comparados aos preços dos trens. Enjoei um pouco na durante a viagem mas faz parte.

D ia 1 – Munique. Logo que deixamos nossas coisas na hospedagem saímos em direção ao centro histórico de Munique. A primeira parada foi na praça KarlsplatzStachus onde está o portão Karlstor, um dos três portões restantes das muralhas da cidade que foram demolidas no final do século XV. Passando pelo portão pegamos a agitada rua de compras Neuhauser Strasse. No caminho vimos uma linda fachada e entramos na igreja St. Michael Kirche. Seguimos em direção a maior catedral da cidade que pode ser vista de diversos pontos de Munique. A Frauenkirche é uma igreja católica com estilo gótico e com duas torres. Conta a lenda que a marca no piso na entrada do prédio é uma pegada do diabo. Será? O município criou uma lei que proíbe a construção de qualquer edificação superior a altura de suas torres nas proximidades. Chegamos na praça mais famosa da cidade a Marienplatz. A praça está rodeada de belas construções clássicas e modernas. É onde está o prédio da prefeitura, o Neus Rathaus. Uma rica construção com estilo neogótico. Na torre principal do edifício ocorre o espetáculo do carrilhão de sinos, o Glockenspiel. Como ainda não estava na hora fomos tomar um café na Galeria Kauhof. A partir da Marienplatz, encontramos a linda construção do museu do brinquedo, Spielzeugmuseum. Seguimos até o Viktualienmarkt, um mercado a céu aberto bem no centro da cidade. Lá está o O Maibaum, a árvore de maio, com o mastro nas cores azul e branca que simbolizam as cores da bandeira do estado, além de prosperidade. Dali partimos em direção a cervejaria mais popular da Alemanha, a Hofbrauhaus. A cervejaria foi fundada em 1589 para servir o Duque Wilhelm V da Baviera. Só foi aberta ao público em 1830. O restaurante era tudo que eu esperava do local. Comida e música tradicional alemã e muita cerveja. A bebida é servida em canecos de 1L. Bastante cerveja! No retorno para o nosso “apê”, passamos novamente pela praça Marienplatz que estava mais linda ainda toda iluminada e com poucas pessoas.

Dia 2 – Munique. Acordamos cedinho para pegar o trem para ir até a cidade de Dachau. O campo de concentração Dachau, fica a 19 km do centro de Munique, são 25 minutos de trem. Foi o primeiro campo de concentração na Alemanha da era Nazista e serviu como modelo para os seguintes. Hoje é um memorial e centro de pesquisas. Há um centro de atendimento ao visitante com informações, áudio guia em vários idiomas, livraria e uma pequena cafeteria. A entrada é gratuita e é possível reservar visitas guiadas se você preferir. A área onde está o campo de concentração é muito arborizada e bonita. Logo no portão de entrada encontramos o famosos slogan nazista na década de 30, Arbeit macht frei, o trabalho liberta. Passando pelo portão percorremos a área dos antigos alojamentos onde os prisioneiros dormiam, área dos crematórios e câmara de gás, bunkers e exposição de objetos e fotos das pessoas que foram aprisionadas aqui. Eu não sei o que vocês pensam sobre esse tipo de passeio mas eu sou o tipo de pessoa que gosta de ter a experiencia para poder fazer comentários. vale a pena? Bom, eu digo por mim, que 5 minutos dentro do local já foram suficientes para eu saber que não gosto desse tipo de programa. Apesar de todo valor histórico, rico em detalhes, de tudo que eu vi ali, não fui capaz de não me abalar emocionalmente. Saí triste. Na parte da tarde fomos a um tour muito mais animado. Saindo da estacão de trem já conseguimos avistar o imponente estádio Allianz Arena. A casa do mundialmente conhecido o FC Bayern de Munique. O estádio foi inaugurado em 2005 para a Copa do Mundo da Alemanha. Fizemos um tour muito legal pelas principais áreas do estádio. Visitamos os vestiários, arquibancadas superiores e inferiores, sala de entrevistas, sala de troféus e por último a cereja do bolo. entramos no túnel que leva os jogadores do vestiário até a entrada do campo ao som do hino da Champions League. (tem um vídeo mostrando como foi lá no meu Instagram) Eu nem sou muito fã de futebol mais achei emocionante. A visita continua pelo Museu do Bayern e se encerra na mega loja do clube. O tour foi feito em inglês.

Dia 3 – Munique. Num lindo dia ensolarado, iniciamos um passeio pelo Jardim Inglês, em alemão Englischer Garten. É um dos maiores parques urbanos do mundo! Pasmem, supera o Central Park, em Nova York. Ele fica no coração de Munique e tem mais de 400 hectares de área verde. O parque oferece 2 Biergarten, várias zonas de jardins e inúmeras atividades como trilhas para caminhadas, ciclistas e corredores (são 78km), campos recreativos de futebol, quadras de tênis e vôlei. Tudo muito agradável aos olhos e ao coração. O parque é cortado por um grande canal artificial, Eisbach, e em uma parte do canal existe um degrau no fundo, fazendo com que a força da água gere uma onda permanente. Isso mesmo que você leu! Ali tem ondas artificiais que possibilitam a prática do surf. Encontramos surfistas fazendo fila e realizando manobras cada um na sua vez. (veja o vídeo no meu Instagram). independente da estão do ano eles estão por ali. É muito show! Eu posso afirmar para vocês que esse é o parque mais bonito que visitei. Saindo do Englischer Garten, caminhamos até outro jardim, o Hofgarten, para ver o Templo de Diana que fica no centro do jardim. Trata-se de um pavilhão de 1615 do qual saem diferentes caminhos que percorrem o jardim. Passando pela Max-JosephPlatz vimos o Teatro Nacional de Munique com sua linda fachada adornados com esculturas dos Leões da Baviera. De um lado a Igreja dos Teatinos e do outro o Palácio Residenz de Munique. Uma rápida parada para apreciar o original strudel e seguimos para a Igreja Peterskirche. Lá subimos os 300 degraus de uma estreita escadaria até a torre para ter uma vista de cima da cidade. Quero registrar que eu me senti tão insegura lá em cima que mal apreciei a vista. Passeamos novamente pelo Viktualienmarkt e paramos para tomar um sorvete. Dali corremos para Marienplatz para assistir o Glockenspiel (espetáculo do carrilhão de sinos). Finalizamos o dia na cervejaria Augustiner-Bräu. É a cervejaria mais antiga de Munique datada do ano de 1328. Experimentei o popular Breztel. Delícia!

Dia 4 – Munique. A primeira atração do dia foi o Schloss Nymphenburg. O castelo em estilo barroco iniciou a construção em 1664 e serviu de residencia de verão para a família real. Era um presente do Duque Ferdinando Maria à esposa pelo nascimento do filho do casal. Muito romântico, não é? É conhecido pelo lindo e extenso jardim e o canal que corta o complexo. Logo na entrada vimos um lago com muitos cisnes e um grande chafariz. Iniciamos o tour pelo Museu do Palácio que conta com numerosos cômodos ainda com a decoração da época. Incluindo o quarto do famoso e polêmico rei Luís II, Ludwig II. Partimos para o enorme jardim com estilo inglês. Além de todo encanto de um jardim bem conservado a área conta com outras construções que podem ser visitadas. Não conseguimos ver tudo mas entramos no Amalienburg, um pequeno palacete independente de estilo Rococó. No seu interior uma decoração requintada como a época mandava. Retornando a entrada principal do castelo apreciamos o fabuloso Marstallmuseum, o Museu das Carruagens Reais. Nunca havia prestado atenção as carruagens e nem sabia que existiam tantos tipos para ocasiões diferentes. Finalizamos o tour com as porcelanas reais. Claro que eu fiquei enlouquecida e tanta delicadeza e elegância das louças. Saindo do castelo paramos em um restaurante super simpático para almoçar, Augustiner Ewiges Licht. O espaço era ao ar livre, como um jardim, comida típica e boa cerveja. Na parte da tarde fomos a uma outra área verde de Munique, o Olympiapark. O parque Olímpico tem uma área verde de mais 300 hectares e foi construído em 1972. Hoje é o lugar preferido dos moradores para passear, fazer piquenique e praticar esportes. Além de ser lindo, o parque Olímpico tem uma história muito legal. Após a Segunda guerra Mundial foram trazidos para essa área a maior parte dos escombros da cidade de Munique. Os escombros foram utilizados no projeto paisagístico e viraram lindas colinas artificiais do parque. Não é legal? Uma das atrações turísticas do parque é a Olympiaturm. Uma torre de televisão de 290 metros de altura que permite uma boa visão da cidade. Se quiser fazer uma refeição pode tentar o restaurante giratório da torre. Pertinho do parque fica a última atração do nosso dia, o BMW Museum. O complexo da BMW Welt reúne a fábrica, os prédios da administração e o museu da marca. Tem exposição de automóveis da marca, motocicletas, retirada de veículos comprados, concessionária, loja, tem posto para recarga de veículos elétricos e eventos. Muitas novidades e inovações automobilísticas. O prédio do museu tem design de quatro cilindros de motor. Bem moderno! O tempo da visita só depende de você! O museu conta toda da história da marca cronologicamente e traz alguns protótipos que antecipam o futuro da marca. Dessas atrações eu preciso carregar o meu marido para fora! Hahaha

Dia 5 – Munique. No dia anterior fizemos uma parada na agência central de turismo para comprar os passeios que eram fora de cidade de Munique. achamos melhor não arriscar fazer por conta própria. Acordamos cedinhos para fazer um tour até o famoso Schloss Neuschwanstein. Sim, o castelo que inspirou Walt Disney para a criação do castelo da Bela Adormecida. Saímos de ônibus da estação central de trem, Hauptbahnhopf, pela manhã rumo ao Sul da Baviera. No caminho até o castelo passamos por uma pequena cidade, Oberammergau, com uma arquitetura peculiar. A cidade é conhecida por seus entalhadores de madeira e por suas tradicionais representações da paixão de Cristo. um dos destaques da cidade são as fachadas das casas decoradas com flores e com lindos afrescos. Fizemos uma rápida parada no centrinho da cidade para comprinhas. Seguimos o tour até a próxima visita que foi o Castelo de Linderhof . O castelo fica na cidade de Ettal e foi o único castelo que o rei Ludwig II viu concluído. Inspirado na riqueza do Palácio de Versalhes tudo é muito dourado. A visita ao interior do pequeno castelo só pode ser feita na companhia de um guia e com horário marcado. Não é possível tirar fotos, nem filmar o interior mas posso garantir a vocês que toda a decoração reflete bem a excentricidade do Rei Ludwid II. Fora do castelo belos jardins, fontes e pequenas construções, tudo a beira dos alpes. Enfim, chegamos aos pés do Schloss Neuschwanstein. O caminho para o castelo inicia na vila de Hohenschwangau. Você precisa comprar um ticket e só visitará o interior do castelo na presença de um guia e com horário marcado. Antes de pegar o caminho para o castelo paramos em uma lanchonete para repor as energias. provamos a cerveja do Rei Ludwig II. Neuschwanstein fica no alto de uma colina. É uma construção de arquitetura romântica que reflete os ideais e desejos do seu dono. Para quem se animou a subir a pé, como eu, da entrada até o Castelo são aproximadamente 1,5 km. É uma subida e tanto. O castelo foi construído para ser um mundo imaginário e poético para o rei. Um lugar para ele se distanciar das pessoas e sonhar. O castelo tem 200 cômodos e conta com pinturas inspiradas nas óperas de Richard Wagner. O tímido Rei Ludwig II, construiu o Castelo Neuschwanstein para se afastar das pessoas. Agora, seu refúgio tornou-se um dos destinos turísticos mais populares da Alemanha. Acredito que, no final, a ideia original do Rei Ludwig II, de construir um lugar utópico, foi difundida quando Walt Disney construiu o castelo do parque.

Dia 6 – Munique. Nosso último dia em Munique havíamos planejado ir até Salszburg, na Áustria para conhecer o famoso Ninho da Águia. Infelizmente o planejamento não foi adequado e perdemos o dia do passeio. Mas o dia não foi perdido, é claro. Fomos almoçar em um restaurante local próximo ao nosso apartamento, para provar comida típica e foi uma experiencia muito legal. Apesar de a senhora que nos serviu não falar uma palavra em inglês, conseguimos pedir pratos muito saborosos. Depois passeamos pelo quarteirão, fizemos comprinhas na loja de conveniências DM e fomos arrumar as malas para o próximo destino. A noite ainda deu tempo de ir até a tradicional cervejaria Löwenbräu para provar a cerveja com salsichas e batatinhas.

Até breve. Gi

top spot

O Englischer Garten com certeza é o parque mais bonito que já fui. Se estiver em Munique aproveite para passear de bike ou fazer um piquenique.

A rede de farmácia/conveniência DM é uma excelente opção para compras cosméticos e maquiagem baratinhos. Trouxe muitas coisas da marca alemã Alverde que são de excelente qualidade. A marca alemã Catrice também é ótima!

feelings

Visitamos Munique no final de maio, inicio de junho de 2017. A temperatura variou entre 13 e 28 graus. A cidade tem muito tradição com sua história e construções antigas mas ao mesmo tempo é uma cidade cheia com movimento, que não parou no tempo. Cultural e inovadora. Apesar de eu ter gostado bastante de conhecer Munique foi a cidade que fui menos bem tratada como turista. Também vimos muitos imigrantes pedindo nas ruas do centro de Munique. O passeio até o Castelo Neuschwanstein foi maravilhoso mas dentro do castelo não tem muitas coisas para ver. É mais pela vista. Se quiser economizar faça a foto fora do Castelo e siga viagem. Os copos de cerveja geralmente são de 1 litro. Geralmente eu e meu marido dividíamos o copo.

info

No transporte público, é necessário validar os bilhetes antes de entrar. Se pretende fazer um bate e volta para Salszburg, na Áustria com uma agência local, verifique quais os dias disponíveis assim que chegar em Munique.

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